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sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Xamãs na Umbanda: Roda da Cura


 Na Roda da Cura, o final representa também o recomeço.

O ciclo da Roda da Cura é  também  o da vida, dos obstáculos e das missões espirituais, da busca do mistério. Do aprendizado com os encantados, com os seres de luz, os mestres curadores.

Na Roda da Cura, o final representa também o recomeço. O ciclo da Roda da Cura étambém o da vida, dos obstáculos e das missões pessoais ou coletivas que devem serresgatadas, vividas ou modificadas. É como uma espiral aonde o ponto de partida também é o ponto de chegada. A vida é como uma estrada sinuosa, que em alguns pontos tem encruzilhadas, que em alguns pontos conecta-se com outras estradas, e é nessa conexãoque muitas vezes damos as mãos e caminhamos juntos. A morte do xamã representa isso. 

Na espiral da vida, no processo de cura, enfrentamos várias mortes. A cada dia estamos morrendo e renascendo, nos desvencilhando de aspectos sombrios e obsoletos em nossas vidas. Segundo Jamie Sams, no seu livro As Cartas do Caminho Sagrado, "um xamã é aquele indivíduo que caminhou até os portais de seu inferno pessoal e teve a coragem de entrar. 

Um verdadeiro xamã é aquele que enfrentou e venceu os demônios auto-concebidos do medo, da insanidade, da solidão, da auto-importância e dos vícios ao passar pela gama de Mortes do Xamã. A qualidade que melhor define um xamã de verdade é o seu sentido de compaixão pelos caminhos que os outros ainda precisam trilhar, já que ele também atravessou o mundo subterrâneo das sombras e conhece diretamente a dor e o sofrimento envolvidos nesse processo".


A Morte do Xamã representa as diversas iniciações e provações pela qual passa o xamã em seu processo de aprendizado. São rituais que simbolicamente marcam a passagem pela morte de um dado aspecto da vida ou da personalidade. Esses rituais aparecem em várias culturas ameríndias e objetivam não somente a morte de determinados aspectos sombrios e batalhas interiores, como também o renascer para uma nova vida, ajuste de personalidade e autocontrole. Entregar-se à morte simbolicamente pode significar entregar-se às mudanças profundas que fazemos em nossas vidas, proporcionando um terreno fértil para o renascimento de novos aspectos mais positivos e produtivos. Abrir-se para as mudanças é também buscarmos a nossa cura pessoal e, conseqüentemente, a cura coletiva e do planeta.

Tatiana Menkaiká
terramistica.com
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