Federação Idígena em Ação

A ARTE COMO MEIO DE EXPRESSÃO, A CULTURA SÃO OS COSTUMES E TRADIÇÕES E OS MEIOS DE DIVERSÕES QUE CONSTRÓI VALORES HUMANOS DE UM POVO OU DE UMA NAÇÃO.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Indio Felipe Camarão


O índio Juruna da tribo Xucurú faz a representação simbólica do índio Felipe Camarão

Nascido em nosso estado, o índio Poti é indicado para ser um dos heróis da pátria brasileira. A lei 6.176/2010 de proposição do Vereador Franklin Capistrano (PSB), institui o título de herói público municipal à Dom Antônio Felipe Camarão, nome que recebeu, este potiguar, no seu batismo católico ocorrido no dia 12 de junho de 1612. Pela sua luta contra os holandeses recebeu títulos e honrarias do governo espanhol.

O feriado estadual de 03 de outubro lembra o massacre de 33 católicos em Uruaçu, onde um pastor protestante degolou prisioneiros que se negaram a converterem-se ao protestantismo. Felipe Camarão tomou pra si a tarefa de vingar os mártires e veio ao Rio Grande do Norte, onde espalhou terror entre os holandeses, sendo, portanto lembrado nos terreiros de umbanda como o “Vingador”.

Guerreiro nunca derrotado comandou a ala direita das tropas brasileiras na primeira Batalha dos Guararapes ocorrida em 19 de abril (Dia do Índio) de 1648. Provando sua genialidade guerreira atraiu os europeus para uma cilada, trazendo-os para área de difícil manobra, levando-os à derrota de seu exército com cinco mil combatentes portando canhões, armas modernas, sapatos e roupas vistosos, bem pagos e bem treinados.

Os brasileiros (apenas dois mil) lutaram com armas precárias, descalços, sem salários com exército formado em sua maioria de índios e mestiços, tiveram apenas 200 mortos, enquanto os poderosos protestantes fugiram derrotados deixando dois mil cadáveres. Mesmo atacado de febre, Felipe Camarão combateu durante todo o dia, vindo a falecer em consequência deste esforço, que abalou sua saúde levando-o à morte em seu sítio, atual bairro da Várzea em Recife, no dia 24 de agosto de 1648. A fragorosa vitória brasileira, fez o nosso povo perceber que poderia vir a ser hoje, a poderosa e aclamada pátria brasileira.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Rei Kanidé


Os Canindés são associados aos janduís e aos paiacus, compondo grupos que descenderiam dos tarairus.
O nome dos Canindés está ligado a seu chefe histórico Canindé, mais importante na tribo dos janduís, que comandou a resistência deste povo no século XVII, o que forçou o Rei de Portugal à assinatura de um tratado de paz em 1692, tratado este que foi posteriormente descumprido pelos portugueses. Seus descendentes ficaram desde então conhecidos como Canindés em referência ao Histórico líder e à ancestralidade.
Os Canindés têm por tradição oral serem originários da área que compreende o atual município de Mombaça, tendo percorrido junto aos seus parentes Jenipapos-canindés trajeto pelas margens do rio Curu, passando por Quixadá entre os rios Quixeramobim e Banabuiú, até chegar às suas atuais terras.
A história dos Canindés é marcada desde tempos remotos por uma série de deslocamentos forçados.
Entretanto, conseguiram os Canindés manter laços de parentesco entre as duas comunidades que compõem o grupo entre o sertão central e a serra de Baturité.
A região das nascentes e margens do rio Curu e seus afluentes, bem como do os afluentes do Choró, era habitada por índios de origen Tapuia: Jenipapo, Kanyndé.
A partir do século XVII, os portugueses começaram a ocupar estas terras, via o sistema de sesmarias, para a criação de gado e a lavoura no ciclo econômico de carne de sol e charque.
Em 1775, o sargento-mor português, Francisco Xavier de Medeiros, estabeleceu-se às margens do Rio Canindé, e logo depois iniciou a construção de uma capela em honra a São Francisco das Chagas, que é o marco histórico e religioso de Canindé.
Esta capela ficou pronta em 1796, depois de disputas jurídicas e paralisações devido a Seca dos Três Setes (1777) e também a seca de 1793.
A primeira imagem de São Francisco, que veio de Portugal, é mais conhecida como São Francisquinho.
Os Canindés possuem forte cultura de caça herdada de seus antepassados.
Têm conhecimento de utilização de diversas armadilhas como o Quixó de Geringonça, que utilizam para capturar mocós, tejos, cassacos, pebas, veados, nambus, seriemas e juritis, tendo sempre o cuidado de não violar o período de gestação dos animais.
O respeito à sustentabilidade é passado de geração em geração visando à manutenção da caça através dos tempos.
Em 1996, foi aberto à visitação o Museu dos Kanindé, no qual merece destaque o trabalho em madeira com instrumentos de caça e dança, entre outros artefatos.
https://juremeironeto.wordpress.com/caboclo/reis-caninde/

Mandu ladino



Nasceu em São Miguel do Tapuio (Altos-PI), era um índio Arani e ficou órfão de pai e mãe aos 12 anos de idade,
e que fora recolhido ao aldeiamento cariri do Boqueirão, a 70 léguas de Recife,
para estudar e ser cristianizado pelos jesuítas da Ordem dos Capuchinhos, logo fora batizado.
Sem esconder o ódio aos brancos que haviam exterminado a sua família e seu povo,
seu sentimento se tornaria ainda maior quando presencia os mestres que o educavam queimarem os ídolos,
vestimentas e outros objetos de adoração de seu povo, após isso, fugiu do aldeiamento e uniu-se a vários
indígenas cariris que buscavam o vale do Longá, no Piauí, no meio do caminho foi aprisionado e vendido como escravo
para um criador de gado que com o passar do tempo conquista a sua confiança trabalhando muito tempo como escravo-vaqueiro.
Como condutor de boiadas, conhece várias tribos da região, até que em uma de suas viagens de rotina, no ano de 1712,
se revolta ao presenciar uma índia sendo brutalmente morta por soldados portugueses. Inconformado com essa cena,
ele consegue reunir vários índios, retornando ao local, exterminando toda a guarnição militar.
A partir daí inicia-se sua fase de liderança indígena.

A revolta

A pecuária desempenhou papel importante na economia colonial, pois além da carne utilizada na alimentação humana,
os bovinos também forneciam o couro aproveitado de diversas maneiras, além de servirem como meio de transporte nas
zonas mineradoras. Mas uma carta régia de 1701 proibiu a criação do gado numa faixa de 10 léguas a partir do litoral,
já que as extensas áreas destinadas à pastagem seriam mais lucrativas se utilizadas na cultura de cana,
matéria-prima na produção açucareira. Com isso as fazendas de gado se multiplicaram pelo interior,
invadiram os férteis terrenos marginais do rio Parnaíba, no Piauí, provocando assim, e mais uma vez,
a expulsão das nações indígenas. O movimento iniciou-se pelo assassinato do fazendeiro Antônio da Cunha Souto,
pelos indígenas, revoltados com a crueldade dele. A partir daí, o movimento contra os fazendeiros,
liderado por Mandu Ladino, da tribo dos Cariris, batizado e educado pelos jesuítas na capitania de Pernambuco,
ganhou fôlego, estendendo-se pelo sertão do Maranhão, do Piauí e alcançando o do Ceará. Muitos portugueses
morreram e muitas fazendas foram arrasadas nessas regiões.
Com o auxílio dos aldeamentos jesuítas da região da serra da Ibiapaba, onde predominavam os Tabajaras,
os fazendeiros portugueses organizaram uma grande expedição contra os revoltosos. Desse modo, partiu do Maranhão,
em 1716, uma expedição chefiada por Francisco Cavalcante de Albuquerque à qual se uniu o Mestre-de-Campo
da capitania do Piauí, Bernardo de Carvalho Aguiar. Mandu Ladino, entretanto, logrou escapar a estas forças,
que entretanto, chacinaram os Aranis.
O movimento extingui-se com a morte por afogamento, nas águas do rio Parnaíba, do seu líder.

Nheçu


Santuário do Caaró - o coração das Missões
Rafael Ristow, RBS TV Santo Ângelo

O Rota Missões desta quarta-feira vai até o coração da região missionera. Nossa parada é em Caibaté, onde teve uma redução jesuítico-guarani, mas não fez parte dos Sete Povos porque era da primeira fase da história. Vamos agora, ao Santuário de Caaró.

Há dois quilômetros da BR-285, em Caibaté, fica o Santuário de Caaró. Em guarani, erva amarga. No local, foi uma redução missioneira fundada na primeira fase da evangelização dos índios, em 1628 pelo padre Roque Gonzales de Santa Cruz, acompanhado do padre Afonso Rodrigues, que foram mortos pelos índios 15 dias depois, uma ordem do Cacique Nheçú, o principal feiticeiro da região.

_Inicialmente, houve uma relação amistosa de Nheçu com os jesuítas. Tanto é que os índios, a mando de Nheçu, ajudaram a construir a capela lá em Assunção do Ijuí. Mais tarde, por desavença entre os guarani e os padres, talvez pela pregação contra a poligamia ou pelo ato de batizar o índio guarani, os índios achavam que estava sendo colocado o espírito do branco na alma desses índios, houve a revolta_diz o professor de História Sérgio Venturini.

No local, um monumento foi erguido para lembrar os padres, inclusive o padre João de Castilho, também morto pelos índios, mas na redução de Assunção de Ijuí, hoje município de Roque Gonzales. Juntos, os três foram declarados santos da Igreja Católica no fim do século passado. As imagens estão na capela do santuário bem como uma representação do coração do Padre Roque, que até hoje é preservado no Colégio dos Jesuítas em Assunção, no Paraguai.

_Quem descobriu que a antiga redução era neste lugar foi o padre Luís Ieguert, que também tinha conhecimentos de arqueologia. Mas foi só com relatos de antigos moradores, isso lá na primeira metade do século 20, que se revelou essa parte da história. É que na redução de todos os santos de caaró, as construções não tinham pedras e nem ferro. Era tudo de madeira. Por isso, não sobrou nenhum resquício.

Os índios colocaram fogo na redução em 1637, antes que os bandeirantes destruíssem o local, como fizeram com os outros 17 povoados da primeira fase da história.

O professor Venturini conta que um cacique também foi morto por contestar a brutalidade da morte de Roque Gonzales. E para a Igreja Católica, quem morre defendendo a religião tem o caminho do céu e é santo.

_Então, hoje, nós temos alguns padres, destacando-se, Dom Estanislau Kreutz, bispo emérito de Santo Ângelo, que estão lutando pela causa da santificação deste índio guarani que morreu exatamente aqui na nossa região_explica o professor.

O santuário foi criado em homenagem aos santos mártires. Tem uma ampla área verde e um espaço para missas ao ar livre. Milhares de pessoas vem em romarias e peregrinações. Buscam a água reconhecida como milagrosa.

_Aqui, no Caaró, em termos de religião católica, é o ponto mais significativo em todo o processo missioneiro, porque aqui está o sangue de dois santos da igreja católica: Roque Gonzales de Santa Cruz e Afonso Rodrigues_conclui o professor.

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Por juliana_gomes

Sepé Tiaraju


No dia 21 de setembro de 2009, foi publicada a Lei Federal 12.032/09,
que traz em seu artigo 1º o texto "Em comemoração aos 250 (duzentos e cinquenta) anos da morte de Sepé Tiaraju,
será inscrito no Livro dos Heróis da Pátria, que se encontra no Panteão da Liberdade e da Democracia,
o nome de José Tiaraju, o Sepé Tiaraju, herói guarani missioneiro rio-grandense."
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sep%C3%A9_Tiaraju
Considerado como Santo popular MG, a Ig. catolica não aceita.

sábado, 3 de março de 2012

Liderança Xukuru do Ororuba



Juruna, D. Dina e seu Argemiro. Seu Argemiro, liderança Xukuru, grande guerreiro,nos conta como foi o inicio da luta, como foi sofrido e a coragem para fazer a retomada da aldeia, e D. Dina a sua esposa também contava como era ser parteira, ja fez muitos partos. A cultura do povo xukuru é muito rico e encantado.

Dona Zenilda Xukuru


Dona Zenilda,sacarema do nosso pajuru Xicão( mulher do cacique xikão), grande mulher guerreira e sabia,conselheira e liderança das mulheres xukuru e Valquiria, a kyalonã guerreira do povo indígena.

Escola Indígina Natureza Sagrada


"Escola de qualidade e diferenciada" dizia Aguinaldo Xukuru, a escola onde passamos a nossa historia para as crianças, a luta de nosso cacique e de nossas lideranças,o nosso cacique Xicão a sua luta e sua historia, hoje Marcos assume o cacicado também com muita coragem e perseverança.